Retículo Endoplasmático

por Felipe Monjardim, Fellipe Pesente, Lara Arêdes e Mateus Amorim

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Doenças do Retículo Endoplasmático Não-Granuloso (parte 2)

STRESS
O retículo endoplasmático (RE) é uma organela responsável pela síntese e enrolamento de proteínas secretoras. Cerca de 95% das proteínas presentes nas células estão na sua conformação normal, ou seja, estão propriamente enroladas. As outras 5% correspondem a proteínas desenroladas (unfolded protein) e mal enroladas (misfolded protein). A acumulação destas proteínas no lúmen do RE causa o chamado stress nesta organela. Isto vai desencadear uma série e de mecanismos e de reações de onde intervêm enzimas especificas. Ao conjunto destes mecanismos e reações dá-se o nome de UPR, ou resposta a proteínas desenroladas (unfolded protein response). O UPR alivia então este stress através da atenuação da tradução, da ativação dos genes alvo do UPR, da degradação das vias RE e da inibição da síntese protéica. Porém, quando as funcionalidades desta organela são seriamente afetadas, este inicia os sinais apoptoticos. O stress no RE tem vindo a ser relacionado com várias doenças, entre as quais a diabetes, as doenças neurodegenerativas, tais como, a isquemia, a doença de Alzeimer, a doença de Parkis, entre outras.

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Doenças do Retículo Endoplasmático Não-Granuloso (parte 1)

DIABETES
Os primeiros passos para a formação da insulina, hormônio que auxilia na absorção da glicose e controla a quantidade de açúcar no organismo, ocorre no Retículo Endoplasmático (RE) das células β. Estas se localizam nas Ilhotas de Langerhans, no pâncreas e são responsáveis por apresentar um ou mais cristais de insulina. Calcula-se que as Ilhotas de Langerhans produzam cerca de 10 mg de insulina ou aproximadamente 5 vezes a necessidade diária.
Mutações no Retículo Endoplasmático causam profundo impacto nas células das Ilhotas de Langerhans e principalmente nas células β. O maior componentes destas ilhotas afetando o funcionamento e sobrevivência destas.
Com recentes estudos Pesquisadores do Instituto Skirbal e Escola de Medicina da Universidade de Nova York, descobriram na rara doença chamada Wolcott-Rallison, síndrome da diabete infantil, é uma desordem caracterizada por uma destruição antecipada das células β, causadas por mutações no gene que codifica a informação para a produção de insulina pelo Retículo Endoplasmático.
Assim como nesta doença, a destruição das células β, pode aumentar a concentração de glicose no sangue, causando então a diabete nas suas formas mais normais.

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Ilustração de sintomas da Diabetes

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O Retículo Endoplasmático Liso

O retículo endoplasmático liso (REL), também chamado retículo endoplasmático agranular, é formado por sistemas de túbulos cilíndricos e sem ribossomos aderidos à membrana.

Participa principalmente da síntese de esteróides, fosfolipídios e outros lipídios. O REL tem, como uma de suas principais funções, a desintoxicação do organismo,atuando na degradação do etanol ingerido em bebidas alcoólicas, assim como a degradação de medicamentos ingeridos pelo organismo como antibióticos e barbitúricos(substâncias anestésicas). Esse tipo de retículo é abundante principalmente em células do fígado, das gônadas e pâncreas.

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O Retículo endoplasmático e o álcool

O alcool , ou mesmo certas drogas, como sedativos, quando consumidos em excesso ou com freqüência, induzem a proliferação do retículo não-granuloso e de suas enzimas. Isso aumenta a tolerância do organismo à droga, o que significa que doses cada vez mais altas são necessárias para que ela possa fazer efeito. Esse aumento de tolerância a uma substância pode trazer como conseqüência o aumento da tolerância a outras substâncias úteis ao organismo, como é o caso de antibióticos. Esse é um alerta importante para que possamos entender parte dos problemas decorrentes da excessiva ingestão de bebidas alcoólicas e do uso de medicamentos sem prescrição,e controle médico.

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Esquema do Retículo Endoplasmático Rugoso e Liso associados ao Núcleo celular.

Esquema do Retículo Endoplasmático Rugoso e Liso associados ao Núcleo celular.

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O Retículo Endoplasmático Rugoso

O Retículo Endoplasmático Rugoso (Granuloso) ou Ergastoplasma é uma organela constituída por bolsas e por um sistema de canais membranosos interligados que se ligam até a carioteca. Estes canais permitem a realização do transporte de protéinas, uma das funções desta organela. O RER também é responsável por parte da síntese de protéinas, devido à grande quantidade de ribossomos aderidos às suas membranas.

Esse tipo de retículo é muito desenvolvido em células com função secretora. É o caso, por exemplo, das células do pâncreas, que secretam enzimas  digestivas, e também o caso das células calciformes, da parede do intestino, que secretam muco, e as células secretoras tipo II, nos alvéolos pulmonares, que produzem lipoproteína surfactante.

O RER também participa de outros processos com outras organelas, um exemplo disso é o trabalho integrado do RER com o Complexo de Golgi. O RER através de vesículas de transferência pode transportar protéinas para o Complexo de Golgi, para que essa organela possa armazenar, transformar, empacotar e enviar substâncias de uso da célula ou fora dela.

O RER e seus ribossomos também possuem participação no processo de tradução na célula. Nesse processo, o RNAm (RNA Mensageiro) é transportado pelo RER até os seus ribossomos. Nos ribossomos ocorre o processo conhecido como tradução: o códon do RNAm se encaixa no anticódon do RNAt (RNA Transportador), que possui um aminoácido, assim o códon do RNAm codifica o aminoácido a ser utilizado. Com a união de diversos aminoácidos uma nova proteína é formada.